12/05/2022 às 20h09min - Atualizada em 12/05/2022 às 20h09min

Após atrasar salários, empresa que administra o Sarasul pede rompimento de contrato

CIM-AMREC fará contrato emergencial para evitar a paralisação dos atendimentos

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A empresa OZZ Saúde, responsável pela gestão do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico do Sul (Sarasul), pediu o rompimento do contrato com o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (CIM-AMREC). O comunicado foi feito por um ofício nesta quinta-feira, dia 12.

Na última terça-feira, dia 10, o CIM-AMREC recebeu uma notificação judicial tratando de um bloqueio de recursos para pagamento de um dos servidores do Sarasul. A informação, segundo o Fernando de Fáveri, prefeito de Cocal do Sul e presidente do CIM-AMREC, deixou os membros do consórcio surpresos, já que os municípios que dividem os custos do serviço aeromédico não atrasaram os repasses para a OZZ Saúde

“Diante desta notificação, o nosso diretor conversou com os membros do Sarasul e descobriu que os salários estavam atrasados há dois meses. Tentamos contato com a OZZ Saúde nos escritórios deles de Florianópolis e Curitiba e não encontramos ninguém. A assistência jurídica da empresa também nos informou que não presta mais serviços para a OZZ Saúde. Com isso, a gente já iria pedir a rescisão de contrato, mas a empresa mesmo nos encaminhou um ofício pedindo o rompimento”, disse o presidente do CIM-AMREC.
 

Busca pelos recursos
 

Mensalmente, os municípios repassam para a OZZ Saúde, por meio do CIM-AMREC, o valor de R$ 96.233,86. O prefeito de Cocal do Sul afirma que o consórcio e os profissionais estão dialogando para encontrar uma forma conjunta de resgatar os valores repassados para a empresa e que, de acordo com o CIM-AMREC, não foram repassados aos servidores.

“Os profissionais que trabalham no Sarasul foram muito solícitos. Mesmo com o atrasos salariais, eles não pararam de realizar este atendimento que é tão importante para salvar vidas. Com a rescisão, vamos fazer um novo contrato emergencial de seis meses e trabalhar uma licitação para encontrar outra gestora do serviço. A população não vai sair prejudicada”, salientou Fáveri.

Os servidores do Sarasul alegaram ainda que estão sofrendo com a falta de materiais para realizarem os atendimentos. O CIM-AMREC se comprometeu a efetuar a compra enquanto o contrato emergencial não é finalizado. A reportagem do Portal Engeplus tentou contato com a OZZ Saúde, mas as ligações não foram atendidas. 


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