09/09/2020 às 09h37min - Atualizada em 09/09/2020 às 09h37min

Carne de cavalo: Após mais de 20 dias, açougues que vendiam produto não foram identificados em Tubarão; caso segue sob investigação policial

Segundo a Polícia Civil, os presos relataram que cortavam e revendiam carnes de cavalos para a comercialização em um açougue em Tubarão

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HC Notícias
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No último dia 14 de agosto, um abatedouro clandestino de cavalos foi fechado pela Polícia Civil, na região de Sítio Novo, na cidade de Imaruí. O local vendia carne de cavalo para um açougue em Tubarão. Dois homens foram presos em flagrante. A operação ocorreu após investigação das delegacias de Pescaria Brava, Jaguaruna e Laguna, que tiveram apoio da Polícia Militar de Tubarão. 

No local os dois homens foram flagrados cortando um animal ao lado de dois barris com carnes já selecionadas. Aos policiais, eles teriam dito que a carne de cavalo era vendida por R$ 7 o quilo. Eles informaram à polícia que seu maior cliente era um açougue, cuja carne moída é a mais barata da cidade e abastece a maioria das hamburguerias e carrinhos de x-saladas de Tubarão.

Uma equipe da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) foi ao local e apreendeu 450 quilos de carne. 

Os dois homens foram levados até a central de polícia em Laguna e foram autuados em flagrante pelos crimes de maus tratos contra animais e crimes contra as relações de consumo, por manterem o depósito para venda da mercadoria em condições precárias. 

Em audiência de custódia na sequência os dois foram soltos em liberdade provisória. “Tudo se iniciou em uma investigação de furtos de animais, de cavalos da região, e em razão disso foi encontrado esse abatedouro clandestino. Eles falaram em interrogatório e aos investigadores que vendiam a carne dos cavalos abatidos para um açougue de Tubarão”, afirma o delegado de Polícia, Willian Testoni Batisti, da DP de Laguna. As investigações vão continuar, ressalta o delegado.
 

Investigações continuam
 

O caso continua sob investigação para verificar quais estabelecimentos comercializavam a carne na região. Porém, mais de 20 dias após o flagrante, nenhum estabelecimento foi identificado. “A informação que podemos confirmar, por ora, é que foram presas duas pessoas pelo abate irregular de animais (cavalos). Durante o Auto de Prisão em Flagrante, os presos afirmaram que as carnes se destinavam a açougue situado em Tubarão. No mais, as investigações prosseguirão para verificar a veracidade dessa informação”, diz a assessoria de Polícia Civil que acompanha o caso. 
 

Amostra de carnes em análise

 

O Procon de Tubarão recolheu amostras de carne do açougue denunciado como comprador de carne de cavalo que foram enviadas para análise, alguns dias após o flagrante em Imaruí. No estabelecimento foi constatado pela agente de fiscalização produtos de origem animal sem procedência, cujas carnes eram moídas sem qualquer tipo de controle ou de identificação de origem, data de fabricação, de validade e de lote. Foi feito um auto de constatação. 

Semanas após o recolhimento das amostras, o Procon ainda não recebeu o resultado. “Nenhuma novidade desde aquele dia, também estamos aguardando o laudo. O caso está sob a responsabilidade da Polícia Civil em conjunto com a Polícia Federal”, afirma a coordenadora do Procon municipal, Andresa Fontanela.

 

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