07/07/2020 às 15h14min - Atualizada em 07/07/2020 às 15h14min

​Operação Aletheia: Polícia Civil realiza ação contra extorsões sexuais por organização criminosa interestadual. Quatro prisões preventivas realizadas e oito buscas em Criciúma e Içara

Aletheia: personagem da mitologia grega associada à verdade. Citada em uma das fábulas de Esopo, com o ensinamento de que algo falso pode às vezes começar com sucesso, no entanto, com o tempo, a verdade "Aletheia" prevalecerá (fáb. 530).

- 87 News
DRR/DIC - PCSC
Divulgação/ Polícia Civil
A Divisão de Repressão à Roubos da Polícia Civil de Criciúma (DRR/DIC), coordenada pelo Delegado Yuri Miqueluzzi, realizou nesta data a Operação Aletheia, na repressão de extorsões sexuais (“sextorsion”) em série nas cidades catarinenses. A investigação apontou indícios dos crimes de organização criminosa, extorsões, lavagem de capitais, falsidade documental/ideológica e corrupção de menores.
 
A operação deflagrada realizou a prisão de quatro pessoas envolvidas que tiveram a preventiva decretada. Foram cumpridos oito mandados de buscas residenciais nos bairros Operária Nova, Nova Esperança, Santa Luzia e Imperatriz, em Criciúma, além dos bairros Jaqueline e Boa Vista, em Içara.

A investigação teve duração de quinze meses. A organização criminosa executava complexa articulação para extorsão de vítimas intimamente expostas em enganosas trocas de mensagens por aplicativos. A atuação dos criminosos tinha início com a criação de perfis falsos de mulheres jovens em redes sociais. Estes perfis eram utilizados para adicionar e arrebanhar potenciais vítimas. As conversas migravam para outros aplicativos de mensagens, onde eram realizadas conversas de cunho sexual e trocas de fotos e vídeos íntimos.

Após, o grupo simulava que os pais da suposta interlocutora tiveram acesso às conversas e vídeos. Alegavam que a menina era adolescente e, a partir daí, passavam a extorquir dinheiro para que o conteúdo íntimo não fosse divulgado para familiares da vítima ou para a polícia. O grupo assumia identidade de policiais e até criava mandados de prisões para dar veracidade aos golpes. Com medo, as vítimas realizavam pagamentos de grandes quantias em contas bancárias. Em uma das contas do grupo, a movimentação mensal superou 80 mil reais.

O trabalho investigativo apurou a participação de, pelo menos, seis pessoas envolvidas. Os cumprimentos das prisões e buscas tiveram a participação de 50 policiais civis, com atuação de integrantes da DRR/DIC, DRE/DIC, DH/DIC, CORE (Recursos Especiais da PC), SAER (Helicóptero da PC), 1ª DP, 2ª DP e DPCAMI de Criciúma, DP de Forquilhinha, DP de Içara e DP de Balneário Rincão.

 
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