26/11/2019 às 07h57min - Atualizada em 26/11/2019 às 07h57min

Polícia encontra ossada de criança com paralisia morta pelo pai

Ossada estava em uma estrada vicinal em Itabirito, a 55 km de Belo Horizonte; Aislan Souza confessou ter matado mãe do garoto com golpes de canivete

Redação - 87 NEWS
R7
Reprodução/RecordTV Mina

A Polícia Civil encontrou neste fim de semana a ossada que pode ser da criança de um ano e nove meses morta pelo pai. Ele confessou na semana passada também ter matado a mãe do menino. O crime chocou a cidade de Tombos, a 313 km de Belo Horizonte. 

De acordo com as investigações, em setembro, Aislan Souza e Silva e Fiama Antõnio de Freitas Machado viajavam para Belo Horizonte para levar a criança, que tem paralisia cerebral, para uma consulta médica.

A viagem foi marcada por discussões entre os dois, que estavam em processo de separação. A criança começou a passar mal e Aislan parou o carro para que eles pudessem soccorer o menino. 


 

Neste momento, o homem pegou um canivete que ficava guardado no carro, esfaqueou a mulher com golpes no pescoço. Ainda de acordo com a Polícia Civil, o corpo foi deixado às margens da BR-040, altura de Itabirito, a 55 km de Belo Horizonte, e carbonizado. 

Segundo a delegada de Polícia Civil, Maria Alice Faria, a investigação trabalha com a hipótese de que o homem tenha abandonado o filho, logo após ter matado a mãe do menino, em uma outra estrada também na cidade de Itabirito. 

— Nós não temos como, tecnicamente, afirmar a situação que a criança foi deixada lá, já que somente encontramos sua ossada. mas nós temos probabilidades, uma deles é essa, que a criança estava em situação de desfalecimento, desmaiada e, ainda viva, ter sido deixada no local.

Homem se passou pela mulher

Embora o crime tenha ocorrido no dia 9 de setembro e o corpo carbonizado de Fiama tenha sido encontrado um dia depois, o desaparecimento de mãe e filha só foi registrado no final de outubro. Segundo a Polícia Civil, Aislan ficou com o telefone celular da vítima e se passava por ela por meio de troca de mensagens pelo Whatsapp. 

A família começou a desconfiar que algo estava errado pois as mensagens eram sempre em texto, nunca em áudio, e ela também não enviava fotos. Em um momento, quando questionaram a ausência de Fiama, Aislan respondeu, como se fosse ela, que tinha arrumado um emprego no Espírito Santo e que tinha se mudado para o estado vizinho. 

O corpo de Fiama foi enterrado em Itabirito, em setembro. Já a ossada da criança, encontrada neste fim de semana, está no IML, onde passa por exames. 



 


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