21/09/2020 às 14h42min - Atualizada em 21/09/2020 às 14h54min

Associação de pesquisadores apresenta artefatos milenares achados na Amazônia

As pesquisas do Dakila começaram pelo Caminho do Peabiru, uma antiga malha viária com galerias subterrâneas e de superfície utilizadas por diversas civilizações ligando várias cidades brasileiras, passando por países sul-americanos até chegar ao monte Nemrut, na Turquia.

DINO
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Urandir Fernandes mostra imagens dos objetos encontrados a Mario Frias

Na sexta-feira (11), o presidente da Associação Dakila Pesquisas, Urandir Fernandes de Oliveira, e o deputado federal Roberto de Lucena (PODE-SP) estiveram com o Secretário Especial da Cultura, Mario Frias, em seu gabinete, em Brasília-DF. O intuito da audiência foi apresentar os resultados de mais de 30 anos de pesquisas realizadas pela associação sobre construções milenares encontradas na Amazônia e estabelecer parceria para levantar o acervo cultural e histórico dos locais mapeados.

Urandir Fernandes explicou que as pesquisas começaram pelo Caminho do Peabiru, uma antiga malha viária com galerias subterrâneas e de superfície utilizadas por diversas civilizações ligando várias cidades brasileiras, passando por países sul-americanos até chegar ao monte Nemrut, na Turquia.

Segundo ele, este caminho parte de um local no coração da Amazônia, onde foram encontradas muitas ruínas e edificações padronizadas, também identificadas em todos os continentes do planeta, representando um importante viés cultural.

Uma destas edificações trata-se do Real Forte Príncipe da Beira, localizado na margem direita do rio Guaporé, atual município de Costa Marques (RO). “Este e diversos outros fortes estão interligados pelo Caminho de Peabiru, que parte deste local na Amazônia para diversos países do mundo. Na galeria do Príncipe da Beira encontramos milhares de artefatos de cerâmicas e metais muito bem elaborados”, esclareceu o presidente do Dakila, que mostrou ao secretário várias imagens dos objetos encontrados.

À época, a expedição do Dakila Pesquisas contou com o apoio do Exército Brasileiro e os artefatos foram recolhidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os pesquisadores da associação também identificaram diversos geoglifos, desenhos que só podem ser notados quando vistos do alto e estão relacionados com as edificações na Amazônia e o Caminho do Peabiru. A maioria deles está situada no Acre.

Para que as pesquisas avancem, Urandir Fernandes propôs ao ministro que fosse realizada uma parceria entre a associação e o Governo Federal. “Nosso objetivo é transferir os conhecimentos já adquiridos e aprofundar nossos estudos, com o apoio dos órgãos governamentais responsáveis”, afirmou o presidente do Dakila, frisando que a associação possui recursos próprios.

O secretário Especial da Cultura demonstrou bastante interesse quanto às pesquisas apresentadas e disse que vai avaliar a possibilidade de ir até alguns dos locais citados.

O deputado federal Roberto de Lucena disse a Mario Frias que, na época em que foi secretário de Turismo de São Paulo (SP), dedicou-se a estudar o Caminho do Peabiru com foco na perspectiva do turismo. “Quando o Urandir me apresentou a pesquisa da associação, percebi que eles estavam muito avançados. Por isso, acredito que, com o apoio do governo, novas descobertas poderão ser reveladas, trazendo muitos frutos não só ao Brasil como para toda a humanidade”, concluiu o parlamentar.

Núcleos de Pesquisas

Fundada em 1997, a Associação Dakila Pesquisas é uma instituição que tem por finalidade promover o desenvolvimento econômico e social, visando o combate à pobreza e a miséria; desenvolver tecnologias alternativas e realizar estudos e pesquisas científicas em diversas áreas do conhecimento, tais como: matemática, física, física quântica, astronomia, astrofísica, biotecnologia, medicina, genética, arqueologia, entre outras.

Com matriz em São Paulo (SP) e sede em Corguinho (MS), possui núcleos de pesquisas em capitais e grandes cidades brasileiras (Campo Grande, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Natal, Fortaleza, Brasília, Foz do Iguaçu e Salvador) e em nove países (Estados Unidos, Bolívia, Paraguai, Argentina, Espanha, Chile, França, Japão e Alemanha).

Na Região Norte do Brasil, o Dakila possui cinco bases de estudos, sendo quatro no Estado de Rondônia (Porto Velho, Abunã, São Miguel do Guaporé e Costa Marques) e uma no Estado do Amazonas, em Manaus. Além disso, conta com pontos de apoio em Benjamin Constant, Taraquá e São Paulo de Olivença, todos no Amazonas, e outros em Macapá (AP), Alto Alegre (RR) e Rio Branco (AC).



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