04/05/2021 às 10h58min - Atualizada em 04/05/2021 às 10h58min

Possíveis casos de febre amarela em Urussanga

A Secretaria de Saúde da cidade está em alerta contra uma proliferação da doença, após a morte de quatro macacos, na cidade, nas últimas horas

Tiago Monte - 87 News
TNSUL
 

Sinal de alerta ligado para possíveis casos de febre amarela em Urussanga. A Secretaria Municipal de Saúde está com atenção redobrada, após quatro macacos serem encontrados mortos, na cidade, nas últimas horas. Ainda não está confirmado que os óbitos dos animais tenham relação com a doença, mas a investigação está sendo feita. “Os munícipes que não se vacinaram contra a Febre Amarela, devem procurar a Unidade de Saúde do seu bairro e atualizar a vacinação”, diz uma nota emitida pela prefeitura de Urussanga.

Os macacos, que vivem no mesmo ambiente silvestre que os mosquitos, são as primeiras vítimas da doença. “E é por esse motivo que é importante que a população comunique a Secretaria Municipal de Saúde ao encontrar um macaco morto ou doente. Isso nos ajuda a acompanhar a circulação do vírus”, explica Renata Gatti, bióloga e coordenadora do Programa de Vigilância da Febre Amarela em SC.

A melhor forma de prevenir a febre amarela é com a vacinação. “Todos as pessoas com mais de nove meses devem ser imunizados. A dose está disponível nos postos de saúde”, destaca Arieli Schiessl Fialho, gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina. “A vacina contra a febre amarela não tem restrição e todas as pessoas podem se vacinar”, confirma a Coordenadora Macrorregional de Saúde de Criciúma, Izabel Scarabelot Medeiros.

Doença infecciosa transmitida por mosquito

A Febre Amarela é doença infecciosa febril aguda. Em ambiente silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus. No ciclo urbano, o vírus é transmitido ao homem pelo mosquito Aedes aegypti. O Brasil não registra Febre Amarela urbana desde 1942. Os casos encontrados e reportados são da doença silvestre.

Os principais sintomas da doença são: início repentino de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, náuseas e vômitos, fraqueza e cansaço, dor abdominal e icterícia (pele amarelada). “Ao apresentar algum sinal ou sintoma, é importante procurar atendimento médico imediatamente. É importante também relatar no atendimento se é morador de mata ou se realizou alguma atividade em matas nos últimos dias”, alerta João Augusto Brancher Fuck, diretor da Dive/SC.

Casos humanos e mortes confirmadas neste ano

Ontem, a Dive/SC confirmou o sétimo caso humano de Febre Amarela em Santa Catarina neste ano. O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SC). O homem de 29 anos é morador de Imbituba, entretanto, o Local Provável de Infecção (LPI) é Urussanga. Ele está internado no Hospital Nereu Ramos, na capital.

Dos sete casos confirmados no Estado, em 2021, dois não resistiram e morreram. O primeiro foi um homem, de 34 anos, morador de Águas Mornas, na Grande Florianópolis. O outro, de um morador de 59 anos, de São Bonifácio, também da região da Grande Florianópolis.

Os outros cinco casos foram confirmados em Taió, Águas Mornas, Anitápolis, Blumenau e, agora, em Imbituba. Nenhum dos casos confirmados tinha registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI). Os números de 2021, segundo a bióloga Renata Gatti, não são críticos se comparados aos dos anos anteriores, mas refletem a atual cobertura vacinal. “Temos pessoas que se recusam a se vacinar ou que possuem alguma restrição. O vírus circula em Santa Catarina desde 2019, entrando por Joinville e Mafra, e desde então temos cada vez menos casos em decorrência da cobertura vacinal”, afirma.

Em 2020 foram vacinadas 48.538 pessoas. A taxa de cobertura vacinal está em 81,64%, até janeiro de 2021, conforme a Dive/SC. A orientação do Ministério da Saúde (MS) é atingir 95% de vacinados. Em 2019 foram vacinadas 94.090 pessoas, um número 85% maior em relação a 2018, quando 53.797 pessoas foram vacinadas.

Com relação às doenças que ocorrem em população animal, Santa Catarina já recebeu a notificação de 456 primatas mortos ou doentes, sendo que em 120 ocorreu confirmação para a febre amarela. Outras 28 mortes ou adoecimentos de macacos continuam em investigação para determinar a causa do óbito.


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