25/08/2020 às 19h15min - Atualizada em 25/08/2020 às 19h15min

Padre admite pagamento de extorsão com dinheiro dinheiro de Associação que presidia

- 87 NEWS
Catraca Livre
 

padre Robson de Oliveira Pereira admitiu em depoimento ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) que usou dinheiro da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) para pagar chantagistas sem o monitoramento da polícia. As informações são do G1.

Cinco pessoas foram condenadas na Justiça por pedirem dinheiro ao padre Robson em troca de não revelarem, na internet, imagens e mensagens pessoais, de acordo com o Ministério Público.

A extorsão custou R$ 2,9 milhões, segundo o sacerdote, para que não fossem a público supostos casos amorosos dele. Hacker que extorquiu padre Robson teria um romance com ele.

A defesa do padre Robson disse ao G1 que “reforça que todo o conteúdo das mensagens é falso, o que comprova que ele foi vítima de criminosos de altíssima periculosidade”. Ainda conforme a defesa, “os responsáveis já foram condenados pelo Judiciário e cumprem rigorosas penas”.

Em nota, o advogado do padre Robson afirma ainda que o pároco “não tem e nunca teve nenhum patrimônio”.

Investigação

O MP verificou que padre Robson e a Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) transferiram, em três anos, cerca de R$ 120 milhões para empresas e pessoas investigadas, supostamente laranjas.

A investigação teve início em 2018, quando o sacerdote foi vítima de extorsão. De acordo com o G1, o juiz Ricardo Prata, que condenou o grupo, escreveu na sentença que um dos supostos relacionamento amorosos que os hackers ameaçavam expor era com um dos chantagistas que invadiu os celulares e e-mails do padre. Durante o julgamento do caso, o hacker chegou a reafirmar que teve um relacionamento com o sacerdote.

Na última sexta-feira, 21, foi deflagrada a Operação Vendilhões, devido a esses diversos negócios atípicos da entidade, como a compra de uma fazenda avaliada em R$ 100 milhões.

Padre Robson criou, além da Afipe, outras duas associações que, juntas, movimentaram mais de R$ 2 bilhões. A suspeita é de que as empresas de fachadas desviavam recursos provenientes de doações e usadas para lavar dinheiro.


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