18/06/2020 às 17h31min - Atualizada em 18/06/2020 às 17h31min

Linha interbairros como alternativa para ampliar horários do transporte coletivo em Criciúma

ACTU estuda novas rotas de ônibus para atender funcionários de supermercados e shoppings

Lucas Renan Domingos - 87 News
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A Associação Criciumense de Transporte Urbano (ACTU) esteve reunida nesta semana para avaliar os primeiros dias de retorno do transporte coletivo em Criciúma. Durante o encontrou ficou definido que será colocada em estudo a possibilidade da criação de uma linha interbairros. A medida visa atender o pedido de setores como supermercados e shoppings, que solicitaram mais horários de ônibus, buscando atender a necessidade de funcionários que chegam e saem do trabalho em momentos diferentes aos períodos em que o transporte coletivo está funcionando no município.

“De repente vamos criar um sistema interbairros. O que seria isso? Um ônibus, por exemplo, que sai do Nações Shopping, passa pelo Ana Maria e vai até o Pinheirinho. A ideia é criar uma linha de ônibus que possa atender vários bairros em horários específicos. Estamos reunindo essas informações, iremos fazer a análise e depois avaliar se montamos a linha interbairros”, afirmou o presidente da ACTU, Everton Trento.

O modelo, segundo Trento, seria mais viável para as empresas do transporte coletivo de Criciúma. “Se você pegar um supermercado, por exemplo, tem 200 funcionários que usam o transporte coletivo. Mas desses trabalhadores, um mora na Mina do Mato, outro no Pinheirinho, outro na Próspera, na Quarta Linha. E criar uma linha para cada bairro para atender esses horários específicos é inviável. Não vamos colocar o ônibus para levar duas ou três pessoas”, apontou.

“A ACTU entrou em contato com as entidades, solicitamos que eles façam um levantamento dos horários que querem operar, o volume de passageiros e os bairros. Vamos apresentar esses dados para nossa área técnica para tentar desenvolver uma linha para atendê-los”, acrescentou o presidente da ACTU.

Poucos usuários na primeira semana

Pouco mais de uma semana depois da volta dos ônibus, a avaliação das empresas foi de que a média de público utilizando o transporte coletivo ainda é baixa. “Antes da pandemia o sistema transportava 35 mil passageiros por dia. Agora está sendo menos de 6 mil. É menos de um terço do normal. Volume baixo acontece por algumas características. Os estudantes estão parados, então isso pesa. Algumas indústrias ainda estão trabalhando com 50% da capacidade, também reflete. O comércio ainda tem funcionários que estão em férias. Está tudo ainda muito parado”, analisou Trento.

A preocupação também é com os compromissos financeiros. Atualmente, a ACTU conta com aproximadamente 550 funcionários. Apenas 30% deles retornaram às atividades.  “Retornamos somente os funcionários estritamente necessários. O restante continua em suspensão de contrato. Só vamos chamar conforme a necessidade, nenhum a mais. Hoje já estamos pagando para trabalhar, imagina se retornar toda a equipe. Eles não vão nem ter o que fazer, vão ficar parado. E nós teríamos que pagar salário integral. Então está o pessoal de manutenção, limpeza, alguns de escritórios, fiscais só”, explicou.

Caso seja prorrogado os prazos de suspensão de contrato de trabalho, a ACTU deve renovar o acordo com seus funcionários. O” Governo Federal está para editar a Medida Provisória até amanhã, estendendo a possibilidade de suspensão de contrato do trabalho. Estamos aguardando o posicionamento do governo. Se prorrogar, tudo bem. Se não prorrogar é outro problema que teremos”, completou o presidente da ACTU.


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