19/06/2019 às 16h14min - Atualizada em 19/06/2019 às 16h14min

Escolas ficaram fechadas após confirmação de caso de Meningite em Imbituba

- 87 News
DIVE/SC

A confirmação de um caso com morte de meningite bacteriana em uma estudante de 12 anos, moradora de Imbituba, no último domingo (16), fez com que as aulas nas escolas municipais e estaduais fossem suspensas e as escolas permaneceram fechadas durante o dia.

A Coordenadoria Regional de Educação, vinculada à Secretaria de Estado da Educação (SED), decidiu manter a suspensão das aulas, em alinhamento com a decisão do poder público municipal de Imbituba, que também cancelou as atividades escolares. Nas unidades estaduais, os dois dias letivos serão repostos.

Na manhã de ontem, terça (18), uma equipe da DIVE/SC foi até o município e foram realizadas medidas de prevenção para evitar a transmissão da doença. “Nós estivemos hoje no município e nos certificamos que todas as pessoas que tiveram contato próximo com a estudante, como familiares e colegas de escola, fossem medicadas. Portanto, não há motivo para se preocupar com a transmissão”, explica a diretora da DIVE/SC, Maria Teresa Agostini.

A meningite bacteriana é grave e, dependendo dos casos, pode levar o paciente à morte em algumas horas após o aparecimento dos sintomas. Várias bactérias podem provocar meningite, porém o tipo mais grave - que é o que foi diagnosticado na estudante de Imbituba - é causado pela bactéria chamada Neisseria meningitidis (meningococo). Essa bactéria possui diversos sorogrupos. Em Santa Catarina, os sorogrupos circulantes são o B, C ,Y e W. No caso da estudante, o resultado do exame que vai indicar o sorogrupo deve ser divulgado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen) nesta quarta (19).

A meningite meningocócica é transmitida por meio das vias respiratórias, no contato com secreções, gotículas do nariz e da garganta expelidas pela fala, tosse e espirro. A propagação é facilitada em ambientes fechados e/ou sem ventilação. Pessoas residentes na mesma casa, que compartilham dormitórios ou alojamentos estão suscetíveis ao contágio que também pode ocorrer em creches, escolas, acampamentos ou locais em que há aglomeração de pessoas. “Importante ressaltar que a meningite bacteriana não é transmitida pelo ar, precisa haver um contato próximo”, explica o médico infectologista da DIVE, Fábio Gaudenzi.

 

Sintomas da meningite

Os principais sinais e sintomas são: febre alta que começa abruptamente, dor de cabeça intensa e contínua, vômito, náuseas, rigidez de nuca e manchas vermelhas ou arroxeadas na pele ou mesmo hematomas. Em crianças menores de um ano de idade, esses sintomas podem não ser tão evidentes e os pais ou responsáveis devem atentar para a presença de moleira tensa ou elevada, irritabilidade, inquietação com choro agudo e persistente e rigidez corporal com ou sem convulsões. Ao apresentar qualquer um desses sinais ou sintomas procure imediatamente uma unidade de saúde. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada e tratada, maior chance de cura, evitando complicações.

 

Prevenção

Além da quimioprofilaxia – administração de medicamentos capazes de prevenir a infecção - nos contatos próximos, existem outras formas de prevenção: manter os ambientes bem ventilados e, se possível, ensolarados, principalmente salas de aula, quartos, locais de trabalho e transporte coletivo; lavar as mãos frequentemente com água e sabão; manter rigorosa higiene com pratos, talheres, mamadeiras e chupetas; e evitar aglomerações. Além disso, é de extrema importância manter a carteira de vacinação em dia.


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