17/10/2019 às 16h30min - Atualizada em 17/10/2019 às 16h30min

Santa Catarina adere à programa nacional de enfrentamento à hanseníase

- 87 News
DIVE/SC

O Estado foi selecionado pelo Ministério da Saúde (MS) para participar do Projeto Sasakawa, ou seja, assessoria para estados de baixa e média endemicidade. Participarão também os estados do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O programa tem o objetivo de fortalecer o controle da hanseníase por meio de ações estratégicas como: capacitação para as equipes da Atenção Primária em Saúde (APS) e Referências de forma a obter o diagnóstico precoce e tratamento oportuno, visando prevenir incapacidades, alcançar os menores de 15 anos com a doença e o enfrentamento do estigma e discriminação.

Uma capacitação teórica para profissionais da saúde já foi realizada na Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) no início deste mês. Após a aula, os profissionais foram até o Hospital Santa Tereza, em São Pedro de Alcântara, para exemplos práticos. O primeiro município que deve começar com as ações de do projeto em SC é Chapecó.

A coordenadora nacional do Programa de Hanseníase e Doenças em Eliminação e também representante do MS, Carmelita Ribeiro Filha Coriolano, apresentou as ações que serão realizadas a partir de agora no estado, começando por aquela cidade do Oeste.

O Programa “Abordagens inovadoras para intensificar esforços para um Brasil livre da hanseníase” promovido pelo MS, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), e com financiamento da Nippon Foundation - organização japonesa criada por Sasakawa, foi indicado para ser aplicado em seis estados brasileiros. Trata-se de uma capacitação teórica e prática para clínicos e profissionais da saúde com a finalidade de diagnóstico precoce, prevenção de incapacidade e avaliação neurológica simplificada. “Uma capacitação especialmente voltada aos médicos e enfermeiros da atenção básica, para facilitar o diagnóstico precoce da hanseníase e realizar o tratamento oportuno, visando prevenir incapacidades”, explica Nadmari Celi Grimes, enfermeira da DIVE/SC.

O projeto propõe ainda que os pacientes ou suspeitos deverão ser identificados, a partir de casos já tratados pelas unidades de saúde, para serem examinados pelos médicos da rede, com a supervisão de um especialista do programa. A atividade prevê que os agentes comunitários ou enfermeiros realizem ao convite a esses contatos para comparecerem a unidade de saúde no dia de capacitação prática.

Projeto Sasakawa

O Ministério da Saúde, nos últimos anos, vem desenvolvendo ações para aumentar a detecção de casos novos da doença, prevenir as incapacidades físicas, investigar casos em menores de 15 anos com incapacidades grau 2 e a vigilância medicamentosa, bem como ações de enfrentamento ao estigma e discriminação. Além das atividades de fortalecimento da rede de laboratório.

O planejamento das ações estratégicas está baseado na Estratégia Nacional para o Enfrentamento da Hanseníase 2019-2022 que foi elaborada à luz da Estratégia Global para a Hanseníase 2016-2020 e possui como objetivo geral reduzir a carga de hanseníase no Brasil.

Sasakawa presta assessoria em diagnóstico, prevenção de incapacidade, formação de grupos de autocuidado e vigilância da resistência medicamentosa. Através de assessorias e capacitações, promove subsídios, apoio e orientação aos gestores, técnicos e profissionais que atuam na vigilância em saúde, atenção básica e demais níveis de atenção, nas questões que permeiam o planejamento, monitoramento e avaliação no que se refere ao acolhimento, ao diagnóstico, ao manejo clínico, à prevenção e tratamento das incapacidades, especialmente em menores de 15 anos, ao enfretamento ao estigma e discriminação e à organização do serviço.


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