15/10/2019 às 08h41min - Atualizada em 15/10/2019 às 08h41min

Caso de suspeita de meningite em Cocal do Sul ainda aguarda resultados de exames

Meningite bacteriana agressiva esta descartada

- 87 News
Uma menina de um ano e cinco meses de Cocal do Sul está internada com suspeita de meningite. O quadro da menina é estável e estão sendo feitos todos os exames para averiguar a possibilidade de ser meningite.

Segundo a Secretaria de Saúde do Município, está descartada a hipótese de ser a meningite bacteriana mais agressiva, ou seja, não se descarta ainda a possibilidade de ser outra forma de meningite como a viral ou até mesmo a bacteriana, mas não na sua forma mais agressiva.

A creche onde a menina estuda, no bairro Jardim Itália, manteve as aulas normalmente, porém uma equipe da secretaria este visitando o local, para realizar medidas preventivas.

A meningite é uma inflamação nas membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, geralmente causada por infecção. Os tipos principais são a meningite viral (a mais comum) e a meningite bacteriana (menos comum).

A meningite viral é causada geralmente por vírus intestinais, que provocam diarreia. Esse tipo é mais leve e o paciente melhora sozinho em poucas semanas. Não precisa, de modo geral, de antibióticos e de internação. Não é fatal e não costuma deixar sequelas.

Já a meningite bacteriana é grave, apesar de ser mais rara. Pode ser causada por diversas bactérias que tem o poder de chegar nas meninges, mas atualmente duas delas são as mais importantes: o pneumoco, causador também de sinusite e pneumonia, e o meningococo. O quadro é agudo e dramático, configura uma emergência médica. Exige internação imediata (geralmente em UTI), isolamento respiratório para evitar contagio de outras pessoas, antibiótico imediato.

- É um quadro com risco de vida e sequelas, mas tratado a tempo e incisivamente pode ter evolução também satisfatória - explica o neurologista Leandro Telles.

Os sintomas principais são: dor de cabeça (geralmente constante e difusa), náuseas e vômitos, sinais gerais de infecção, como febre, calafrios, dores no corpo, mal-estar. No caso da meningite bacteriana, mais grave, o paciente pode ficar sonolento, confuso e surgir leões avermelhadas na pele.

O tratamento depende do tipo. Na meningite viral, usa-se medicação para os sintomas de febre, dor e náuseas. O paciente deve ficar em repouso e se recupera sem necessidade de antibiótico ou de internação. Na meningite por bactérias, o antibiótico deve ser dado rapidamente e na veia, o paciente fica internado em UTI para receber cuidados intensivos.

A transmissão da meningite viral ocorre por contado com pessoas portadores do vírus (secreções orais), alimentos, água e mesmo utensílios contaminados. No caso da bacteriana, o principal meio de contágio é o contato com pacientes doentes ou mesmo portadores assintomáticos da bactéria. Ele reside na cavidade oral e passa de pessoa para pessoa por gotículas expelidas durante a respiração e tosse. Importe frisar que não basta ter contato com o vírus ou a bactéria, é preciso que haja uma predisposição imunológica para que o contato se manifeste como uma meningite.

A prevenção é feita com medidas gerais, como lavar as mãos, alimentar-se bem, evitar contato com secreção oral de pacientes com infecções virais ou bacterianas sem tratamento. Outra recomendação é a vacinação, disponível para o Pneumococo, Haemófilos e para o Meningococo tipo C.


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