07/05/2020 às 14h18min - Atualizada em 08/05/2020 às 12h33min

Novo Secretário Executivo do Ministério da Saúde é aposta na agilidade das ações contra a COVID-19

O que o novo secretário executivo do Ministério da Saúde, Gen. Eduardo Pazuello traz de melhorias às operações contra a Covid-19 é sua larga experiência em logística em momentos críticos

DINO
Coronavírus


Segundo nome no Ministério da Saúde, o recém-nomeado secretário-executivo da pasta, General Eduardo Pazuello, no primeiro domingo depois de sua posse, foi diretamente para Manaus, onde a crise gerada pelo Coronavírus vem se agravando cada vez mais, em vista das dificuldades de toda ordem que o Estado enfrenta. Pazuello é um nome de peso no Exército, reconhecido por missões humanitárias que liderou, como a Operação Acolhida, dedicada ao atendimento dos refugiados da Venezuela em Roraima, além de grande experiência em logística para ações de emergência. Essa última há de ser fator decisivo na luta contra a pandemia, uma vez que justamente a logística é um dos grandes desafios em países de dimensões continentais como o Brasil e, em especial, na região Norte, principalmente no Estado do Amazonas, onde os rios constituem as principais vias de deslocamento entre os municípios.

Neste último domingo (03/05/2020), o General Pazuello acompanhou o ministro da Saúde, Nelson Teich, em viagem a Manaus, onde foram recebidos pelo governador do Estado, Wilson Lima (PSC) e o prefeito, Arthur Virgílio (PSDB). Na ocasião, o ministro anunciou medidas para a contenção do Coronavírus na região: apresentação de 270 profissionais da Saúde, além da entrega de insumos e equipamentos médicos essenciais, como respiradores. Segundo Pazuello, para ganhar tempo, os respiradores "nem chegaram a ir para os depósitos do Governo": foram encaminhados para seu destino final, que são os postos de atendimento em Manaus.

Além de todas as características técnicas que apontam o novo secretário-executivo da Saúde como um grande aliado da região Norte nessa batalha a Covid-19, Pazuello possui laços fortes com o Amazonas. O pai dele, conhecido pela escola de equitação que leva seu nome, Nissim Pazuello, é manauara. Há quase três décadas, Nissim comandava o haras, no centro de Manaus, onde abrigava, gratuitamente, os animais que pertenciam à cavalaria do Colégio Militar. Entre os alunos da instituição estava o hoje empresário José de Moura Teixeira Lopes Junior - no Colégio Militar, conhecido como Lopes 1342; fora dele, como o é até os dias atuais, Mourinha. "Tenho grandes lembranças daquele tempo. Ele (Nissim Pazzuelo) nos corrigia, orientava sobre como montar, a postura, a condução dos cavalos", lembra Mourinha. "E agora fico muito feliz por ver esta dedicação do filho dele, general Pazzuelo, ao desembargar em nossa terra, com uma ajuda que vai salvar dezenas de vidas."

O Ministério da Saúde tem uma verdadeira guerra pela frente. Há grande expectativa quanto à equipe formada por Teich para implementar diretrizes mais agressivas no combate à pandemia, além de comandar um trabalho coordenado com Estados e Municípios para evitar ações precipitadas na flexibilização do isolamento - o que poderia causar uma segunda onda de infecção pelo vírus, com resultados mais desastrosos. Novos hospitais de campanha já vêm sendo implantados e outros estão em análise. E prepara-se, para breve, distribuição de equipamentos e insumos hospitalares para todas as regiões do país.

A chegada do General Pazuello ao Ministério agrega capacidade de gestão e logística, o que significa maior agilidade nas ações, como se vê em combates militares, só que desta vez na corrida contra o vírus. Sob o comando do ministro Teich, a equipe está orientada a atacar os focos da doença de modo coordenado e simultâneo, agindo nos pontos críticos e replicando os resultados positivos para o restante do país. Um segundo momento, igualmente decisivo, será o suporte do Ministério em ações para que os cidadãos retomem sua vida normal, o que significa autoproteção e disciplina para a sociedade, além de reforço e ampliação à rede de atendimento hospitalar aos pacientes que contraírem o vírus. Enquanto não existe um protocolo de tratamento comprovadamente eficaz e o golpe de morte na pandemia, que é a descoberta de uma vacina contra a COVID-19, será fundamental garantir que a rede hospitalar seja suprida, com eficiência, de insumos e equipamentos para garantir eficácia no atendimento às vítimas do vírus.

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