04/10/2019 às 13h48min - Atualizada em 04/10/2019 às 13h48min

Deputadas incentivam a participação das mulheres na política e disputa eleitoral

- 87 News
ALESC
As mulheres, apesar das dificuldades, devem participar da vida política e disputarem eleições. Essa foi a principal conclusão do painel As Mulheres nos Partidos Políticos, realizado nesta quinta-feira (3), durante o Congresso de Liderança Política Feminina, no auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa, com a presença de aproximadamente 800 mulheres. O evento que tem como objetivo estimular e dar mais visibilidade à participação das mulheres na política, promovido pela Assembleia Legislativa e o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), é organizado pela Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira e Escola Judiciária Eleitoral de Santa Catarina.

No painel, mediado pelo advogado Luiz Magno Pinto Bastos Júnior, as deputadas Ada de Luca (MDB), Luciane Carminatti (PT) e Marlene Fengler (PSD) e a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania) falaram de suas vidas partidárias e da importância da participação da mulher em todo processo eleitoral. Elas foram unânimes em enfatizar as dificuldades existentes com a maternidade e a cobrança social e familiar, mas destacaram o orgulho e a importância da participação feminina na política. As deputadas solicitaram ao público que participem e incentivem as mulheres a disputarem as eleições.

Ada de Luca fez um breve relato de sua história de 46 anos na política, estando em seu quarto mandato parlamentar e, por já ter ocupado cargo de secretária de estado, além de ser filha de deputado cassado. “Lutei pela democratização do país, me envolvi na política com 17 anos e nunca tive medo ou me acorvadei. Não foi fácil temos que conquistar a confiança e o respeito, por isso temos que auxiliar uma à outra”, defendeu. Ada enfatizou que gosta de política e para ela a política é oxigênio.

Luciane Carminatti também falou de sua trajetória política. Relatou que nasceu em Chapecó, filha de pequenos comerciantes e até começar a trabalhar como professora não tinha nenhum envolvimento político na cidade. “O que sou hoje é pelas dificuldades que passei e pelas ajudas de pessoas que conheci. Ninguém é bom sozinho”, observou. Luciane, que está em seu terceiro mandato parlamentar, disse que sempre foi sensível às causas sociais e quando professora conheceu as dificuldades de alunos carentes e para ela a política é para ajudar as pessoas. Observou que as mulheres ainda enfrentam o preconceito na política, mas que não devem se acovardar.

Marlene Fengler disse que está em seu primeiro mandato e que inicialmente, mesmo ocupando cargos executivos em partidos políticos desde 1992, relutou em ser candidata no ano passado e que só aceitou depois de analisar muito. “A gente só muda a realidade quando fazemos a nossa parte. Não é fácil, é uma missão e temos um papel, uma responsabilidade muito grande.”

Lembrou que é do interior de Itapiranga e filha de agricultores e que quando jovem pensou em ser freira como forma de estudar e por ter quatro tias freiras, mas acabou aceitando convite de um tio para estudar em Florianópolis. “Tinha um sonho de ser independente e para isso o único caminho era estudar e foi o que fiz.”

Carmen Zanotto, além de falar de sua história política em Lages, onde entrou a convite do ex-deputado Fernando Coruja, enfatizou a importância de a mulher ocupar seu espaço política e disputar as eleições. Lembrou que atualmente há a lei de cotas que garante a participação das mulheres no processo eleitoral e a destinação de 30% do fundo eleitoral, mas que caso não seja ocupado pode sofrer alterações nos próximos anos. “As mulheres têm que ocupar seu espaço, temos que motivar que elas se envolvam politicamente e disputem as eleições.”

Oficinas motivacionais
Paralelo aos painéis do Congresso de Liderança Política Feminina, que encerra nesta sexta-feira (4) à tarde, ocorrem oficinas motivacionais no plenarinho da Assembleia Legislativa. Na primeira oficina Semeando Margaridas, foi abordado o tema Empoderamento Feminino Juvenil como Caminho para Igualdade na Política, com a presença dos professores e membros do Observatório do Sistema Interamericano de Defesa dos Direitos Humanos (Univali), Rodrigo Mioto e Amanda Guimarães da Cunha.

Na segunda oficina, a Procuradoria da Mulher (Câmara e Vereadores) contou com a participação das vereadoras de Penha, Maria Juraci Alexandrino, de São José, Cristina de Sousa, de Canelinha, Neli Ferreira, e de São Miguel do Oeste, Maria Tereza Zanella Capra, com a mediação da advogada Ana Brasi.

Na terceira oficina, Empreendedorismo Feminino e Política, o tema foi abordado por Rose Macedo Coelho, Valdeonira Silva dos Anjos, Giselle Marques e Cassia Mariana Dettmer Lippmann. Nesta sexta-feira, a partir das 9h, haverá as oficinas Liderança Feminina na Política e Oficina Mulheres na Política - O que é preciso para ser candidata? E depois das 14h, a oficina Elas Pedem Vista.

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