14/01/2022 às 14h30min - Atualizada em 16/01/2022 às 07h10min

Edusp lança ‘Obra Incompleta’ de Oswald de Andrade

Publicação organizada por Jorge Schwartz apresenta poesias, romances, manifestos e textos críticos, à exceção do primeiro poema que o modernista procurou a vida toda

SALA DA NOTÍCIA Caio Prates
A Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) lança o livro “Obra Incompleta”, organizado por Jorge Schwartz em dois volumes que trazem as várias faces do trabalho e vida de Oswald de Andrade, com obras conhecidas, manuscritos inéditos e discursos críticos feitos por autores como Gênese Andrade, Maria Augusta Fonseca e Haroldo de Campos, entre outros. Diferentemente de antologias, Schwartz apresenta também as nuances do trabalho do modernista.
 

Mesmo a escolha do título é uma referência à incompletude que Oswald via no próprio trabalho. Schwartz conta que, ao terminar a segunda redação de “Serafim Ponte Grande”, o escritor fez uma anotação de que aquela era a versão “provisoriamente definitiva”. Da mesma maneira, uma extensa busca por manuscritos entre especialistas, herdeiros, familiares, colecionadores e instituições culturais mostrou versões diferentes de um mesmo poema. Mais interessante, porém, é a lembrança constante em outros textos que o escritor fazia do desaparecimento do primeiro poema dele, "O último passeio de um tuberculoso, pela cidade, de bonde”.
 

“Essas repetidas menções a um poema fundacional porém ausente, recuperado em forma de poesia, de ensaio, de depoimento e finalmente registrado no discurso memorialístico, acabam por configurar uma espécie de metáfora da incompletude, e das variantes que se produzem entre uma e outra forma de narrar ou de recriar a mesma experiência”, escreve Schwartz, na introdução. 
 

O que o leitor terá em mãos é a união de três livros, um de poesia, outro de ficção e um terceiro de manifestos, textos de tese e de crítica. As notas de mais de uma dezena de pesquisadores colaboradores revelam como a obra e a personalidade do autor se fundem, com características como aversão à metodologia, desprendimento e espontaneidade, o que faz com que Schwartz o chame de “o mais radical dos modernistas e um revolucionário em caráter permanente”. Trabalho que começou com uma conversa ainda em 1985, entre Schwartz e o também poeta Haroldo de Campos, colaborador de “Obra incompleta”. 
 

Jorge Schwartz é professor titular em Literatura Hispano-Americana da Universidade de São Paulo, com doutorado e livre docência em Teoria Literária e Literatura Comparada, também pela USP. Tem experiência em Literaturas Estrangeiras Modernas, principalmente em temas como Oswald de Andrade, Vanguardas, Modernismo, Oliverio Girondo e Jorge Luis Borges. 
 

Schwartz é autor de "Vanguarda e cosmopolitismo" (Editora Perspectiva) , "Vanguardas latino-americanas" (Edusp), "Borges no Brasil" (Editora Unesp), "Nuevo Homenaje a Girondo" (Editora Beatriz Viterbo), entre outros, além de ser curador de exposições e coordenador de traduções. 
 

Link para a obra no site da Edusp

Mais informações 
Caio Prates (11) 99911-2151

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